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Notícia publicada na edição de 24/04/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul,
na página 2 do caderno A

A África é um território com clima escaldante. Ela é selvagem, tomada de animais agressivos e prontos para devorar qualquer turista desavisado. Lá só existe fome, miséria e talvez, culturas pouco compreendidas pelo resto do mundo, como a religião que evoca o demônio e as tribos de canibais. Há quem acredite que a África se resuma a isso. E a China? O que sabemos sobre ela? No momento, que está crescendo economicamente e que se continuar nessa velocidade, irá dominar o mundo, podendo inclusive, acabar com o consumo de carne – pelo menos essa é uma das preocupações apresentadas pela indústria agropecuária.
A questão é que estamos em um estágio de envolvimento entre países que vem crescendo desde a década de 1970, cujo fenômeno é intitulado globalização. Segundo o geógrafo Milton Santos, em seu livro “”O país distorcido”", ela pode ser entendida como o caldeamento de culturas, línguas, religiões e manifestações existenciais, tendo o processo de internacionalização como seu estágio supremo. Milton Santos reforça ainda que nesse processo “”o mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural”". Entretanto, qual será o nosso grau de envolvimento nisso tudo?
Pensando as nossas preferências, perceberemos que elas envolvem alguma cultura diferente. Como exemplo, minha culinária predileta pode ser a japonesa, o modelo de carro alemão, o cinema o norte-americano, os perfumes franceses. Já para o meu vizinho, carros japoneses, culinária italiana, perfumes norte-americanos, cinema espanhol são os seus prediletos. Podemos então, optar sobre as nossas preferências e, com isso, ampliar os costumes.
Todavia, ocorre algo contraditório dentro de todo o processo: temos as nossas preferências, mas pouco sabemos sobre o local de onde elas vêm. Estamos praticando o legado alheio, no entanto, não fazemos ideia nem de como tudo foi criado. Apenas adotamos certos gostos, tornando-os parte do que somos, construindo então nossos modos variados e, assim, globalizados. Mas, na verdade e, na maioria dos casos, não possuímos aprofundamento sobre o que realmente estamos adotando como parte de nós. Aplico grande parte da culpa de não conhecermos efetivamente “”os outros”", nos meios de comunicação de massa e na educação formal brasileira que parece não se importar em criar novas estratégias e adequar o ensino para se compreender as mudanças sociais.
Ainda sobre os meios de comunicação, pensemos o conteúdo dos canais fechados, tão consumidos no momento. Uma rápida passagem pela televisão e percebemos como vamos construindo conceitos sobre o que são os outros e do que até mesmo nós somos para eles. Como exemplo, é muito comum nos casos de homicídios desvendados pelos seriados dos CSI Miami e Nova York, aparecerem os latinos como causadores dos problemas estadunidenses e, nesses, os mexicanos lideram! Outro dia, assisti a um programa norte-americano sobre os vírus letíferos e uma das frases do documentário chamou a atenção: “”um dos principais motivos que leva os Estados Unidos a possuírem vírus mortais é o turismo de estadunidenses em países subdesenvolvidos”".
Já o Discovery Channel e o National Geographic apresentam, periodicamente, programas sobre como sobreviver à selvageria da África, como se o continente se resumisse a isso. A fim de saber também como os africanos vêem o Brasil, perguntei a angolana Neusa Bambi, que está no Brasil há dois anos. A estudante de jornalismo revelou que antes de conhecer o Brasil, imaginava selva, carnaval e mulheres com pouca roupa. Fiz a mesma pergunta a diversos estadunidenses e as respostas foram idênticas as de Neusa. Ela disse que quando conheceu o país pessoalmente, percebeu que era bem diferente daquilo que a televisão mostrava. Ressaltou que o Brasil parece-se em contexto urbano com algumas regiões de seu país.
A verdade é que os brasileiros, igualmente, nem imaginam que Angola possui uma cidade semelhante a São Paulo, quando ainda muitos, nunca pararam para entender que a África possui inúmeros países, formados por culturas distintas. Nós, brasileiros, a imaginamos como um território em que todos os espaços são iguais, incluindo religião, língua, culinária, música entre outras manifestações. E, se tratando da África, devemos levar em consideração que grande parte de nossa cultura possui qualidades africanas que são heranças de nosso contexto sócio-histórico. Sendo assim, nos seria uma obrigação entender parte do que também somos.
A miopia sobre o outro é mundial, já que aceitamos os modelos dos continentes e países apresentados pelos meios de comunicação. O problema é que ainda não procuramos formas efetivas de mudar o nosso conhecimento. Continuamos recebendo e aceitando o que nos é mediado, sem questionamentos. E enquanto possuirmos essa visão distorcida, a globalização estará limitada às questões econômicas, sendo as culturais nos dada parcialmente e, por vezes, distorcida.
* Thífani Postali é mestre em Comunicação e Cultura pela Uniso (thifani@terra.com.br). ** Paulo Celso da Silva é doutor em Geografia Humana e professor do Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso (paulo.celso@prof.uniso.br).

Jornal impresso e meio digital. Link:

http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=382101

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UNISOMOS

Apr 17

Comunicação Latinoamericana

Professores do Mestrado em Comunicação e Cultura participarão do XI Congresso Latinoamericano de Investigadores da Comunicação, que será realizado de 9 a 11 de maio em Montevideo, no Uruguai.

As professoras Luciana Coutinho Pagliarini de Souza e Maria Ogécia Drigo tiveram o artigo “Publicidade/Tromp l’oeil: Jogos do olhar na produção de sentidos em peças publicitárias” aprovado para apresentação no grupo de trabalho “Comunicación Publicitaria”.

O professor Paulo Celso da Silva, por sua vez, participará do grupo “Folkcomunicación e Interculturalidad”, com o artigo “Gentrification e espaço urbano. Estudo comparativo de bairros operários através da teoria da comunicação intercultural. Os casos de Sorocaba/Brasil e Barcelona/Espanha”.

A professora da Graduação Thífani Postali também teve artigo aprovado no mesmo grupo, com o tema “Blues e Literatura de Cordel: comunicações de resistência”, fruto da dissertação defendida no Mestrado em Comunicação da Uniso.

Com o tema “La investigación en Comunicación en América Latina – Interdisciplina, Pensamiento Crítico y Compromiso Social”, o evento é promovido pela Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (ALAIC) e pela Universidad de la República (UDELAR) – Ciencias de la Comunicación. Mais informações: http://www.alaic.net/portal/.

Link da notícia: http://migre.me/8Iwl7

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MULHERES DE DESTAQUE

Notícia publicada na edição de 18/03/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 008 do caderno C – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

Em noite de homenagens, quatorze mulheres da sociedade sorocabana foram reconhecidas pelo trabalho que desenvolvem. O evento ocorreu no último dia 8, no Ipanema Clube, e fez parte do projeto Cena Beneficente, em prol de duas instituições da cidade: Associação dos Amigos dos Deficientes e a Casa Abrigo Valquíria Rocha.

O encontro reuniu cerca de quinhentas pessoas, entre empresários locais, personalidades representativas de entidades de classe, autoridades e convidados. As “Mulheres Extraordinárias 2012″ receberam troféus e flores das mãos de empresários locais. Foram lembradas: as jogadoras Olímpicas de Basquetebol, Tri Campeãs Brasileiras, as irmãs Vânia e Vanira Hernandes; a mestre em Comunicação Social e Cultura especialista em Marketing, Thífani Postali, que neste ano, levará seu livro “Blues e Hip Hop, uma perspectiva folkcomunicacional”, lançado em 2010 para o Uruguai; a empresária Luciana Ferrari, por sua trajetória de empreendedorismo; a médica Rosemeire Fernandes Garcia, membro da Associação Internacional de Someliers, com sede em Paris; a Delegada de Polícia de Defesa dos Direitos da Mulher de Sorocaba, Jaqueline Lílian Barcellos Coutinho; a Miss Sorocaba, Luiza Marins Módolo, bailarina profissional e atualmente integrante do elenco do balé do programa “Domingão do Faustão”, da rede Globo; a idealizadora do “Grupo Andanças”, a psicooncologista Elisa Neiva Vieira; a desembargadora do Trabalho, Ivete Bernardes Vieira e Souza; a jornalista Nerli Peres, presidente da ONG “Asa Morena”; a bióloga Eliana Allegretti, presidente da Fundação Alexandra Schlumberger, que atua nas áreas da educação e saúde do animal; a pioneira em atuação com equoterapia em Sorocaba, a fisioterapeuta Leide Masiero Taques Moeckel Amaral; a jornalista do Cruzeiro do Sul, Telma Silvério, pelo empenho na profissão e reconhecimento com diversos prêmios jornalísticos em defesa da mulher; a primeira franqueada do Vivendas do Camarão em todo o território Nacional, e a 1ª de Sorocaba, a empresária Magda Perrone Del Dottore, e a Evandra Moura Rabello, por sua dedicação em ações educativas e preventivas para os mais necessitados.

Após a cerimônia de entrega, convidados aproveitaram a noite, que teve jantar com os sabores da “Paella do Bolina” e show da banda Artuzzo Musical.

 Informativo mensal para professores, funcionários e estagiários da Uniso – Ano  – VII – número 95 – março 2012

Dia Internacional da Mulher

Homenagem

A professora Thífani Postali foi uma das 15 homenageadas no Dia Internacional da Mulher, num jantar  em prol da Associação dos Amigos dos Deficientes “Casa Abrigo Valquiria Rocha”,  que reuniu mais de 300 convidados.

Adriana Fratini
conduziu a solenidade de reconhecimento às mulheres que contribuem com a
sociedade, por meio de seus feitos. As homenageadas, entre elas Andréia Nhur,
Nerli Peres e Luciana Ferrari, receberam uma silhueta feminina em forma de
troféu como prêmio.

No caso de Thífani, a homenagem se deu pela projeção do seu primeiro livro “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”, lançado no ano passado. O trabalho é fruto da dissertação desenvolvida no Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso.

https://portal.uniso.br/publicacoes/Paginas/unisomos.aspx?PageView=Shared

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11/03/2012 06:57

Jet set

Jak Catenajak.catena@bomdiasorocaba.com.br

Mais de 300 convidados foram prestigiar as mulheres extraordinárias de Sorocaba no Ipanema Clube, num jantar romântico em prol da Amde (Associação dos Amigos dos Deficientes) Casa Abrigo Valquiria Rocha.

Adriana Fratini conduziu com agilidade a solenidade de reconhecimento e valorização de mulheres que oferecem contribuição inestimável através de seus feitos, à sociedade. Enquanto todos aguardavam ansiosos pela “Paella do Bolina”. Hehehe.

Eu, literalmente, dancei… dancei como uma tábua (ahahahahahaha) porque não sei dançar música lenta. Mas meu parceiro daquele instante, Kiko Pagliato – que vive surpreendendo a todos com seu humor e atitude –, surpreendeu ao me conduziu elegantemente pelo salão tentando me ensinar a bailar.

E mulheres como Evandra Moura, Andréia Nhur, Thífani Postali, Elisa Neiva de Lima, Rosemeire Fernandes Garcia, Luiza Marins Modolo, Jaqueline Coutinho, Vânia e Vanira Hernandes, Simone Andréa Barcelos Coutinho, Eliana Allegratti, Nerli Peres e Luciana Ferrari receberam uma silueta feminina em forma de troféu como prêmio e reconhecimento à melhoria da qualidade de vida de pessoas, à arte de promover o bem através dos seus atos, dignificando-a e projetando-a.

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Link: http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/5453/Jet+set

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Notícia publicada no site da UNISO – www.uniso.br

Homenagem – A professora Thífani Postali será uma das quinze homenageadas nesta quinta-feira, durante o evento “Cena Beneficente”, promovido também em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em prol da Associação dos Amigos dos Deficientes e da Casa Abrigo Valquíria de Almeida, no Ipanema Clube.

As homenageadas foram escolhidas pelo destaque que alcançaram no ano passado com seus trabalhos, como no caso de Thífani, pela projeção do seu primeiro livro “Blues e Hip Hop: uma perspectiva folkcomunicacional”. Fruto da dissertação desenvolvida no Mestrado em Comunicação e Cultura da Uniso, a obra pode ser adquirida pelo blog: www.thifanipostali.com.

Link da notícia: http://www.uniso.br/noticias/NotCompleta.aspx?noticia=2654

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Embalagem do “Limão & Nada” da Del Valle – Coca-Cola.

Observem que o homem está com roupa de banho e óculos de sol tomando “chuva de limão”. Lá atrás, um sol brilhando. Óbvio que quem criou pensou em “refrescância”, no entanto, não se deu conta dos outros significados gerados pela combinação dos itens. Sabemos o resultado de pele + limão + sol.

O homem quase sempre não é capaz de prever todos os resultados que pode gerar com uma criação.

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Vol. 8 No. 16 Revista Encuentros

Revista Facultad de Ciencias Sociales y Humanas

Universidad Autónoma del Caribe.

DEZEMBRO/2010.

 

 

ARTIGO:

Comunicação e Hip Hop no Continente Americano: Estudo sobre o surgimento e a tradução cultural brasileira
Thífani Postali

Link da Revista: http://www.uac.edu.co/revista-encuentros/numeros-anteriores-encuentros/1340-volumen-8-no-16-revista-encuentros.html

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AUTORIZADO!

Feb 16

“Prezada Thifani,

A Editora LeYa está produzindo uma obra didática provisoriamente intitulada COLEÇÃO GEOGRAFIA – 6º AO 9º ANOS,  de autoria de Cláudio Nélson Giardino, Ligia Maria Ortega Jantalia e Rosaly Maria Braga Chianca,  que gostariam de utilizar no volume 8 da coleção, nos formatos livro impresso e mídia digital, o texto abaixo:

Nascido em Nova York, Norman Rockwell (1894-1978) foi um dos maiores ilustradores do século XX. Seus desenhos chamaram a atenção pelas expressões das personagens e pela exatidão dos traços. Tornou-se famoso nos Estados Unidos por ilustrar as capas da revista “Saturday Evening Post”, contando 323. Também produziu para campanhas publicitárias de grandes empresas como a Ford Motor Company e a Coca-Cola, sendo a segunda a responsável pelo seu reconhecimento mundial.

Para a Coca-Cola, Rockwell retratava o cotidiano das famílias estadunidenses, intitulado como American way of life. De modo geral, as imagens apresentavam pessoas felizes, brancas e de bochechas rosadas. Essas campanhas ofereciam ao mundo – quem sabe propositalmente –, uma ideia uniforme da população dos Estados Unidos da América.

Sua arte é tão significativa que diversas pessoas no mundo acreditaram – e acreditam – que o Papai Noel originalmente veste vermelho, branco e preto, enquanto, na verdade, o bom velhinho foi pintado nas cores da marca da Coca-Cola, para campanhas da metade do século XX.

[...] Norman Rockwell também ilustrou assuntos do cotidiano estadunidense que eram evitados pelo sistema do país – imagens que possuem caráter histórico e resistivo aos modos daquela sociedade. Uma das mais representativas é a pintura The problem we all live with que trata de um famoso episódio ocorrido na cidade de New Orleans, década de 1960.

A garota é Ruby Nell Bridges, considerada a primeira afro-estadunidense a frequentar uma “escola de brancos”, no Sul dos Estados Unidos. Embora o governo federal garantisse o acesso dos afro-estadunidenses às escolas, a realidade local era outra. Ruby Bridges [...], acompanhada de agentes federais, dirigiu-se à escola em meio a protestos e tentativas de violência física.

[...]

Extraído de Thífani Postali em sexta-feira, 28 janeiro 2011. Disponível em: <http://www.teiacultural.com.br/v4/?p=4326>. Acesso em: 25 out. 2011.

Por esse motivo, solicitamos autorização para reprodução do mesmo.

No aguardo de seu retorno.

Atenciosamente,

LeYa é o grupo editorial que integra algumas das mais prestigiadas editoras portuguesas. Está presente em quase todos os países de língua portuguesa. No Brasil, o grupo LeYa atua em edições escolares e no mercado de interesse geral, por meio dos selos LeYa e Lua de papel e as parcerias com Casa da Palavra e Barba Negra. www.leya.com.br

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Notícia publicada na edição de 01/02/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 020 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A experiência do blog ajudou as professoras a perceber o que, por vezes, é bastante difícil ser aceito pelas pessoas com mais idade, que não nasceram num mundo já tomado pela tecnologia: é impossível, em qualquer área – inclusive na da educação – ficar alheio ao mundo virtual. Depois da criação da página, veio a necessidade de acesso às redes sociais. “Uso o Facebook para avisá-los que tem um texto novo no blog”, revela Marília. E essa convivência on-line, ao contrário do que pode parecer, não significa intimidade demais ou falta de limites. “A gente mantém as regras de conduta, de escrita correta, formal”, diz Célia.

Apostar nas redes sociais tem se mostrado a estratégia de muitas escolas e professores. “Hoje em dia não dá para fugir disso. Nossos alunos ficam sabendo das coisas muito mais pelas redes sociais que pelos comunicados enviados aos pais ou avisos pregados nos murais. Elas são muito mais funcionais que qualquer outro meio de comunicação que temos dentro da escola”, comenta a assessora de comunicação Márcia Bernardes, que atua no Colégio Dom Aguirre. Porém, muito além de um “mural de recados virtual”, a intenção da instituição é que a internet esteja cada vez mais presente no processo ensino-aprendizagem. “Há um desafio muito grande do professor em dinamizar o processo em sala de aula. Muitas vezes ele está na lousa e o aluno está com o celular puxando uma informação mais atualizada, por meio de um mapa, um desenho ou uma notícia”, acredita o diretor do colégio, professor José Martins da Rocha. E para que isso aconteça algumas ações estão sendo tomadas, como a contratação de um sistema de portal educacional para que os docentes possam acessar em sala de aula. Segundo Martins, trata-se de um formato com grande volume de informações, mas ainda restrito a ponto de evitar o acesso a conteúdos inadequados. “É interessante pois é algo seguro, diferente de entrar no Google. Essa ferramenta vai exigir muito mais do professor, que terá que fazer o papel de orientador. Não é passar o conteúdo, pois esse o aluno já tem. É relacionar e trabalhar com ele.”

Seguir pode?

No Dom Aguirre, Márcia destaca que é permitido aos professores “seguirem” ou “serem seguidos” por seus alunos em suas páginas das redes sociais. Porém, essa abertura – que já permitiu, inclusive, que uma professora organizasse uma Feira de Ciências exclusivamente com base num grupo de trabalho no Facebook – merece cuidados especiais. E eles incluem um olho clínico em tudo o que é publicado. “É difícil controlar. Daí é preciso o bom senso do professor para saber o que é coisa pessoal e o que é coisa de trabalho”, comentou Martins.

Para a professora e mestre em Comunicação da Universidade de Sorocaba (Uniso), Thifani Postali, as adequações e dúvidas, a cada tentativa, são naturais. “Qualquer mudança, quando vem, a gente não sabe onde vai parar. Cada escola trabalha essa mudança de um jeito, não existe uma fórmula.”

Link da matéria: http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=362055

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